sábado, 18 de outubro de 2008

Não foi dessa vez...

Eu já sou bem acostumado a não ver minhas expectativas serem atingidas (tanto que eu nem as crio com tanto frequência), mas devo ser sincero ao dizer que não esperava, de maneira nenhuma, o LIXO que a banda Nove Mil Anjos produziu.Caros companheiros, eu sinceramente fiquei decepcionado.Uma banda com tanto potencial (pelo menos a nível técnico), eu esperava no mínimo uma harmonia e arranjos mais desenvolvidos.Contudo, o que a banda apresentou foi aquele bom e velho "mais do mesmo".Não há nada de novo no som, a letra, pior ainda, parece ter sido escrita por um adolescente de 13 anos revoltado com o uma coisa que nem ele sabe o que é.

Eu tenho que assumir a culpa, pois eu deveria ter notado que a banda é apenas mais uma tentativa de "ex-estrelas" voltarem ao "mainstream" da música e receberem o glamour e assédio dos tempos das "(...) tardes fagueiras, à sombra dos laranjais (...)".

Desculpem-me, a partir de hoje serei mais cuidadoso nas minhas recomendações.
:T

Praticamente Inofensivo

Olá galera, como ja diria o TJ, eu sou El Marco, desocupado de plantão, nas horas vagas escuto essas músicas loucas que me aparecem por aí e procuro fazê-las do meu jeito na guitarra há alguns anos, tô chegando aqui pra compartilhar o pouco que eu sei sobre a história dessas músicas loucas com vocês.

Indo ao que interessa, vamo começar do começo: falar de um cara que eu, sem saber de sua importância, passei anos sem saber da sua existência, até que um programa de TV(pois é, em raros casos eles também servem pra alguma coisa) e um CD do Eric Clapton me iluminou pra sua música, que apesar de no começo estranhar muito, acabei passando a adorar e levar pra sempre no meu coração e na minha guitarra: Robert Johnson, o avô do rock.

Nascido no sul dos Eua, provavelmente em 1911, sua história é bastante incerta. Quando começou a tocar blues, muito ruim nisso, era discriminado pelos principais cantores de blues da época. Um belo dia(madrugada na verdade), segundo reza a lenda, o jovem Robert Leroy Johnson vai até a encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi e vende sua alma para o tinhoso, pra tocar violão bem.

Quando ele volta a ativa, grava 29 músicas e revoluciona a música!!!
O seu Delta Blues(estilo de blues típico da região do Delta do rio Mississipi no sul dos EUA, vide Son House, Muddy Waters e outros "praticamente inofensivos" pra música e cultura branca estadunidense) muda tudo, empregando mais técnica nas composições.

Seu estilo de tocar influenciou profundamente na criação do rock'n roll, ao influenciar muito a forma como o blues era feita e que influenciou peças como Chuck Berry e Elvis na criação do rock.
Hoje em dia, como exemplos de artistas fãs desse cara temos: Eric Clapton(esse gravou um CD só com covers de Robert Johnson, muito bom por sinal, quem quiser escutar se chama Me And Mr. Johnson), The Rolling Stones, White Stripes e muitos outros músicos e bandas.

Apesar de hoje ele ser considerado por muitos o maior cantor de blues de todos os tempos, só passou a ser realmente conhecido e estudado mesmo nos anos 60.

Como um bom rockeiro, morreu aos 27 anos, segundo diz a lenda, uivando de quatro num corredor de hotel, envenenado por um marido corno e furioso. Como morreu jovem, só deixou uma gravação pra nós, o Complete Recordings, destaque para as músicas Me And The Devil Blues, Hellhound On My Trail e Cross Road Blues(que muitos tem como prova para a lenda sobre a venda da sua alma).

Me And The Devil Blues: http://www.youtube.com/watch?v=3MCHI23FTP8

Hellhound On My Trail: http://www.youtube.com/watch?v=sqgcM_CmhdA

Cross Road Blues:

http://www.youtube.com/watch?v=cyH2OU4SVvA

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tem, mas tá faltando...




 O Brasil até a Semana de Arte Moderna de 1922 não possuía um estilo próprio de música clássica.Todos os estilos existentes no cenário musical eram adaptações ou cópias diretas dos grandes compositores europeus.A grande mudança ocorreu naquela ocasião, com o músico Heitor Villa Lobos (que viria a ser a maior figura do nacionalismo musical brasileiro).Ele empreendeu aprofundadas pesquisas sobre o folclore musical brasileiro, que incorporou largamente na sua produção, e era dono de uma inspiração enérgica e apaixonada.Soube fazer seus elementos nacionais e estrangeiros, eruditos e populares, criando um estilo próprio de grande força e poder evocativo, em uma produção caudalosa que empregava desde instrumentos solo, onde o violão teve um papel de destaque, até grandes recursos orquestrais em seus poemas sinfônicosconcertossinfonias, bailados, e óperas, passando pelos múltiplos gêneros da música de câmara vocal e instrumental. Villa Lobos também desempenhou um papel decisivo na vida musical do país em virtude de sua associação com o governo central, conseguindo introduzir o ensino do canto orfeônico em todas as escolas de nível médio. Das suas obras são notáveis a série dos Choros, das Bachianas Brasileiras, as suítes intituladas A Prole do Bebê, o Rudepoema, os bailados Uirapuru e Amazonas, e o Noneto.

 Como reação à escola nacionalista iniciada por Villa Lobos, criticada por apoiar a política centralizadora de Getúlio Vargas, ergueram-se alguns músicos em 1939 criando o Movimento Música Viva, que teve como auge um Manifesto publicado em 1946expressando sua negação do academismo e do formalismo, e sua defesa de uma música excercida conscientemente e com compromisso social, e que refletisse a sociedade e pensamento contemporâneos, mas flexibilizando suas posturas em direção a uma recuperação de elementos diatônicos e populares ainda considerados capazes de veicular a verdade musical da sua época.
Esse Manifesto teve uma grande influência da terceira geração modernista, que lutou por uma arte mais social e engajada.

 Outro movimento que chama atenção é o Movimento Armorial, iniciado por Ariano Suassuna  na década de 70.Esse movimento visa a construção de uma cultura erudita através de elementos da cultura popular nordestina.Infelizmente, não foi um movimento que trouxe grandes resultados pois não foi aderido por grande parte dos músicos, em que pese esteja bem representado hoje em dia, principalmente, por Antônio Nóbrega.

 Atualmente todas as correntes contemporâneas encontram representantes brasileiros, e a música clássica no país segue a tendência mundial de usar livremente tanto elementos experimentais quanto consagrados.
 A música erudita ainda recebe escasso apoio oficial, a despeito do crescente número de escolas e de novos músicos ali formados, e do público apreciador.  Diversas capitais estaduais e outras tantas cidades do interior dispõem de pelo menos uma orquestra sinfônica estável e uma escola superior de música, mas grupos de nível realmente internacional ainda são poucos.

 Esse artigo foi uma (mega)síntese da música erudita brasileira, na próxima semana começarei com a formação da música popular brasileira até a época da bossa nova (a "Belle Époque" carioca).E fica também o pedido pessoal, vão assistir aos espetáculos das orquestras sinfônicas!Aqui em Natal, a entrada custa R$5 e vale muito a pena.
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A Volta dos que Não Foram...


Olá amigos!
Sei que há muito tempo não postava por aqui, mas a falta de tempo é um problema que eu ainda estou negociando com Deus (ele já tá perto de ceder, essa semana ele fez meu dia durar 25h15).Contudo, enquanto Ele não quer dar o "braço a torcer" (por completo), arranjei um companheiro (OI EL MARCO!) entusiasmadíssimo com a proposta do blog, tanto que para retornar as atividades em grande estilo estilo estaremos começando hoje uma viagem sobre a história do rock e da música brasileira!
Por fim, com um pouco de paciência e dedicação tudo prospera, logo, aguardem pela enxurrada de posts que virão ;D
Até!